A noite era longa, mais o tempo estava contado.
Era
misterioso o seu
olhar, seu silêncio calmo, reluzente, transmitidor de
uma leve
tranquilidade.
O céu escuro cobria toda vergonha e timidez,
murmurio ao pé do
ouvido e um
leve toque de suas mãos sentia a
maciez da
pétala por
pétala.
Se deliciava de seus lábios preenchidos
com o sabor do
mais doce
fruto, e
seu corpo quente abraçava o
meu, suas palavras
escondiam
sentimentos puros,
mas a pequena flor
gostaria de viver mais,
sem nada a
pensar.
Não era justo faze-la
escolher. mas o tempo tinha sido
roubado e de
subito
ele tinha
voltado, se despedindo com um leve e suave
beijo.
Sob um vento
forte a pétala foi levada, mas levava em
seu
pensamento a sua face.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
O Tempo roubado
Por Clarice Pereira
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