terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Medo de amar

Por: Clarice Pereira

Sobre um imenso e profundo silêncio,
paira o meu coração, enchendo as grandezas do mar
com derramadas lágrimas.

Ah! coração que tem medo de amar,
Que não quer mais saber de chorar,
e suspira para não se entregar.

Sempre coração, calado e despedaçado.
Mas em repentina sublimação aurora,
surge encantado, mais que o tempo as ondas trouxe.

Leve brisa traz de longe um sorriso,
lindo para te iluminar,
coração, coração abre-se ou não,
torna-se a amar e a viver novamente.

Livre és tu como passarinho sobre seu ninho,
canta coração deixa o carinho de lá chegar.
Lança-se coraçãozinho nas delicias que almeja encontrar.

Vivi encantos e belezas dos desejos ardentes de amar,
mas que a imensidão do mar fale,
e a saudade consumir-ti em anseio
há de te encontrar.

Que as gotas do orvalho debrucem nos lençóis da vida,
e o melhor do manancial se enlace em teus lábios,
como as águas se lançam a praia,
assim saberei que um dia
irei te amar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário