Sobre um imenso e profundo silêncio,
paira o meu coração, enchendo as grandezas do mar
com derramadas lágrimas.
Ah! coração que tem medo de amar,
Que não quer mais saber de chorar,
e suspira para não se entregar.
Sempre coração, calado e despedaçado.
Mas em repentina sublimação aurora,
surge encantado, mais que o tempo as ondas trouxe.
Leve brisa traz de longe um sorriso,
lindo para te iluminar,
coração, coração abre-se ou não,
torna-se a amar e a viver novamente.
Livre és tu como passarinho sobre seu ninho,
canta coração deixa o carinho de lá chegar.
Lança-se coraçãozinho nas delicias que almeja encontrar.
Vivi encantos e belezas dos desejos ardentes de amar,
mas que a imensidão do mar fale,
e a saudade consumir-ti em anseio
há de te encontrar.
Que as gotas do orvalho debrucem nos lençóis da vida,
e o melhor do manancial se enlace em teus lábios,
como as águas se lançam a praia,
assim saberei que um dia
irei te amar.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Medo de amar
Por: Clarice Pereira
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